<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Sua dose diária de dois parágrafos sobre aquele filme que você está pensando em assistir.</description><title>Cinema para preguiçosos.</title><generator>Tumblr (3.0; @cinemaparapreguicosos)</generator><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/</link><item><title>Paraísos Artificiais - 2012 - ★☆☆☆☆
Dirigido por Marcos Prado....</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m3yudzMd5z1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paraísos Artificiais - 2012 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;☆☆☆☆&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Marcos Prado. Com Nathalia Dill, Luca Bianchi, Lívia de Bueno, Bernanrdo Melo Barreto e César Cardadeiro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro longa de ficção de Marcos Prado (produtor dos dois ‘Tropa de Elite’) pretendia, segundo seu próprio release, narrar uma &lt;em&gt;“comovente história de amor em pleno boom da música eletrônica no Brasil”&lt;/em&gt;. O início é promissor, locações belíssimas e uma fotografia bem trabalhada marcam o primeiro ato; e a primeira &lt;em&gt;viagem&lt;/em&gt; pelo uso de drogas - se não é memorável como as de ‘Trainspotting’ ou ‘Requiem para um Sonho’, até que soa funcional para o começo da narrativa. Porém, o primeiro problema logo surge: os personagens são desinteressantes, as histórias pessoais são forçadas ao extremo e mal-explicadas - veja a história do pai de Nando (Luca Bianchi), repetida inúmeras vezes e que soa tão falsa quanto a morte do pai do personagem de Jim Carrey em ‘O Show de Truman’.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A opção de Marcos Prado em fragmentar a narrativa em certos espaços de tempo deixa a trama confusa em um primeiro momento; porém, com cerca de 30 minutos de projeção já é possível descobrir o segredo que é peça-chave da trama (alguma das coisas mais forçadas que já vi no cinema, diga-se de passagem), assim, o fator-surpresa já se perde e o resto do filme se torna uma viagem longa e monótona com o objetivo de finalmente poder abandonar a sala do cinema. A verdade é que ‘Paraísos Artificiais’ se resume ao primeiro e último capítulos de uma novela global, realizando o sonho daqueles que diziam que assitir a esses era o suficiente para entender as tramas das obras de Manoel Carlos e companhia. E ainda que propusesse não levantar nenhuma bandeira em relação ao uso de drogas, o filme soa moralista quando vemos o destino dos personagens - mesmo que a impressão que se tenha ao sair da sala do cinema seja de que é melhor injetar heroína do que pagar para ver este filme outra vez.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22971103796</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22971103796</guid><pubDate>Sun, 13 May 2012 11:46:00 -0300</pubDate><category>marcos prado</category><category>2012</category><category>paraísos artificiais</category></item><item><title>A Noite Americana (La Nuit Américaine) - 1973 - ★★★★★
Dirigido...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m3xe0lFnPW1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Noite Americana (La Nuit Américaine) - 1973 - &lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por François Truffaut. Com Jacqueline Bisset, Jean-Pierre Léaud, Valentine Cortese e François Truffaut.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A “Noite Americana” é um técnica cinematográfica que permite que cenas filmadas durante o dia sejam transformadas em noturnas, usando um filtro especial. Porém, nesse caso o nome é de um filme de François Truffaut - um dos maiores expoentes da Nouvelle Vague francesa - mas não pense que a escolha é arbitrária; o filme trata exatamente dos meandros do “fazer” Cinema. Truffaut nos convida para acompanhar por cerca de duas horas o processo cinematográfico, e acima de tudo, para acompanhar uma linda homenagem ao Cinema em si.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O cineasta Ferrand (interpretado pelo próprio Truffaut) tem de lidar com diversas adversidades durante a realização de seu filme; desde um prazo menor do que esperava até relações conturbadas entre seus atores. Se o filme soa romântico demais quando ignora questões como a briga de egos entre o elenco ou mesmo as intervenções do produtor, é porque tem essa pretensão. A ideia original que surgiu em uma das conversas de Truffaut com Hitchcock era criar uma história que se passasse em um set de filmagens e abordasse as relações entre a equipe, porém, Truffaut aproveitou a ideia para homenagear aquele que já lhe havia rendido a diversão de muitas noites (americanas ou não); o Cinema.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22920820664</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22920820664</guid><pubDate>Sat, 12 May 2012 16:55:32 -0300</pubDate><category>1973</category><category>françois truffaut</category><category>la nuit americaine</category><category>a noite americana</category></item><item><title>Paixão Suicida (Wristcutters - A Love Story) - 2006...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m3j94xhfqz1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paixão Suicida&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt; (Wristcutters - A Love Story) - 2006 - &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Goran Dukic. Com Patrick Fugit, Shannyn Sossamon, Shea Whigham e Tom Waits.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro e único longa do diretor croata rendeu-lhe algumas premiações no circuito dos filmes independentes norte-americanos, mesmo com seu pouco apelo comercial. A premissa é boa; apesar de simples, a existência de um mundo para onde vão todos os suicidas - onde vai parar Zia, o personagem de Patrick Fugit (conhecido pelo seu papel em “Quase Famosos”). E assim, Zia - pretendendo encontrar a ex-namorada que suicidou-se pouco depois dele - une-se a Eugene (inspirado no vocalista da banda Gogol Bordello) e Mikal, cada um em sua própria busca. Mesmo que seja interessante descobrir como todos ali suicidaram-se, o verdadeiro mote do filme não é a morte, é a vontade de reviver (de re-viver).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fronteira tênue que Dukic mantém entre o &lt;em&gt;non-sense&lt;/em&gt; e o alegórico dá o tom de um filme que mantém-se bem caminhando pelo drama, pela comédia e pelo&lt;em&gt; road movie&lt;/em&gt;. Baseada em uma pequena história de Etgar Keret, a trama é tratada de forma leve e rápida; o filme não possui mais do que 90min de projeção, formando um pequeno conto cinematográfico. Uma alegoria como a do “buraco-negro em baixo do banco do passageiro”, além de render diversas &lt;em&gt;gags&lt;/em&gt; divertidas, possui um forte peso narrativo, o que mostra certa maturidade na escrita do roteiro. Mesmo que o uso de narrações em off soe preguiçoso e que o terceiro ato prolongue-se menos do que deveria, “Paixão Suicida” sustenta-se por atuações instigantes, por uma história original e pela ousadia de um diretor ainda estreante no mundo dos longas.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22429208065</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/22429208065</guid><pubDate>Sat, 05 May 2012 01:43:45 -0300</pubDate><category>Paixão Suicida</category><category>Wristcutters - A Love Story</category><category>2006</category><category>Goran Dukic</category></item><item><title>Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m18l3sBlwO1rr4gr1o1_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Joe Johnston. Com Chris Evans, Hayley Atwell, Sebastian Stan, Tommy Lee Jones, Hugo Weaving, Stanley Tucci, Toby Jones e Samuel L. Jackson.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentro do contexto de apresentação dos personagens da Marvel, era de vital importância apresentar o maior de todos; o Capitão América. O herói da Segunda Guerra Mundial é o grande líder d’Os Vingadores  e referência para quase todos os outros heróis da editora (veja bem, até o Justiceiro se curva ao Capitão). Se por vezes nos quadrinhos o Capítão América vai até mesmo contra o governo americano; é comum que o público-médio julgue o herói como um simples fantoche do imperialismo yankee. E era justamente função de Joe Johnston impedir que a trama se transformasse em uma propaganda ideológica; e deu certo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que mais chama atenção em “Capitão América: O Primeiro Vingador” é o elenco de peso; coadjuvantes de luxo como Tommy Lee Jones e Stanley Tucci só fazem por melhorar ainda mais o trabalho dos dois protagonistas. Hugo Weaving, o Caveira Vermelha, constrói o personagem de forma competente sem cair nos maneirismos de seu Agente Smith (Matrix) ou de Elrond (O Senhor dos Anéis). Mas é Chris Evans, ex-Tocha Humana, que surpreende por sua atuação como Capitão América, o trabalho convence desde a coragem do Steve Rogers pré-soro (ajudado por efeitos visuais e de maquiagem excepcionais) até a liderança assumida em meio ao horror da guerra. Auxiliado por uma recriação de época que beira à perfeição, o filme funciona como prelúdio para “Os Vingadores”, apesar de prejudicado por um terceiro ato acelerado demais. Mais do que qualquer coisa, “Capitão América: O Primeiro Vingador” é a introdução de uma lenda no Cinema.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21975977237</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21975977237</guid><pubDate>Sat, 28 Apr 2012 10:58:40 -0300</pubDate><category>captain america</category><category>capitão américa</category><category>joe johnston</category><category>2011</category></item><item><title>Thor (Thor) - 2011 - ★★★☆☆
Dirigido por Kenneth Branagh. Com...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m18lemJ0IK1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Thor (Thor) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Kenneth Branagh. Com Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston, Anthony Hopkins e Idris Elba.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escolher um dos maiores especialistas em Shakespeare vivo para dirigir um longa sobre um dos heróis mais fantasiosos da Marvel foi uma escolha, no mínimo, estranha. Se os outros Vingadores; Hulk, Homem-de-Ferro e o Capitão América são heróis de base científica, Thor é fruto da mitologia nórdica, mostrando um lado mais místico da editora. Assim, Branagh tinha por função conseguir mostrar organicamente a dualidade Asgard - Terra; fundamental para a formação da personalidade de Thor e para o andamento da narrativa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se quando em Asgard, a fotografia e os efeitos visuais fazem jus ao imaginário criado pelas HQ’s - também muito em função do atores que interpretam Odin e Loki -, quando a Terra surge em cena, tudo parece forçado demais. O romance de Thor com a personagem de Natalie Portman nunca parece plausível - com direito a conversas em volta de uma fogueira -, e quase todas as personagens terráqueas são unidimensionais e tolas. Ainda que as referências a outros heróis e&lt;em&gt; easter eggs&lt;/em&gt; sejam interessantes, se perdem em meio a uma narrativa que não se propõe ser mais do que um prelúdio para “Os Vingadores”, agora todos já sabemos que é o deus nórdico (e o vilão do filme do grupo). Mesmo que não subverta muito a história original, o filme nunca consegue gás o suficiente para animar o público; e talvez a única coisa que faça isso funcionalmente seja a música “Walk” do grupo Foo Fighters, tocada nos créditos finais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P.S.: É óbvio que há uma cena pós-créditos.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21790599891</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21790599891</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2012 14:44:08 -0300</pubDate><category>thor</category><category>kenneth branagh</category><category>2011</category></item><item><title>Hulk (Hulk) - 2003 - ★★★☆☆
Dirigido por Ang Lee. Com Eric Bana,...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m18lx4kE8v1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hulk (Hulk) - 2003 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Ang Lee. Com Eric Bana, Jennifer Connelly, Sam Elliot, Josh Lucas e Nick Nolte.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escolher Ang Lee, responsável por filmes como “Razão e Sensibilidade” e “O Tigre e o Dragão”, para dirigir um longa sobre o mais bruto dos heróis da Marvel foi uma escolha ousada; e mais ousadas ainda foram as decisões do diretor quanto ao que mostrar na tela. É preciso lembrar que o Hulk é diferente de outros heróis (e nem é necessariamente um herói); é como um Dr. Jeckill &amp; Mr. Hyde moderno, Bruce Banner lida com conflitos de personalidade, com dicotomias, seu maior inimigo é si mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste sentido, “Hulk” funciona. Os conflitos entre pais e filhos criados por Ang Lee para tanto o personagem de Eric Bana quanto para o de Jennifer Connelly são orgânicos e ditam o tom da narrativa; mas este é o preço da escolha do diretor, um filme sobre relacionamentos e não de ação. Tecnicamente, Ang Lee usa e abusa dos quadros divididos, das referências aos quadrinhos; coisa que ninguém fez melhor. Mas o problema do filme é que uma franquia de quadrinhos no Cinema não se resume a bilheteria; traz consigo bonecos de ação e todo o tipo de publicidade, e é aí que a coisa pega. O filme não poderia ser totalmente não-comercial e é principalmente no terceiro ato que a coisa desanda; explosões, saltos quilométricos, tanques de guerra, aquela bola verde pulando pra lá e pra cá, era preciso ser um filme de super-herói no fim das contas. E não era essa a ideia.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21575666997</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21575666997</guid><pubDate>Sun, 22 Apr 2012 12:54:15 -0300</pubDate><category>hulk</category><category>ang lee</category><category>2003</category></item><item><title>Biutiful (Biutiful) - 2010 - ★★★★☆
Dirigido por Alejandro...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m2lmo0BkFC1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Biutiful (Biutiful) - 2010 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Alejandro González Iñárritu. Com Javier Bardem, Maricel Álvarez, Hanna Bouchaib e Guillermo Estrella.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de realizar uma série de três filmes de temáticas parecidas, Iñárritu demorou quatro anos para lançar o drama “Biutiful” - e valeu a espera. O irônico título (uma deturpação da palavra “bonito” em inglês) nomeia uma história que possui pouca beleza estética ou mesmo felicidade; “Biutiful” é sobre perdas, erros e reparações. Destoando de sua última produção, “Babel”, Iñárritu volta a trabalhar em língua espanhola, desta vez usando Barcelona como locação. Longe da prepotência anterior, Iñárritu mostra que funciona melhor quando trabalha com histórias mais intimistas - o diretor constrói personagens de forma maravilhosa quando não entrega-se ao estímulo de seu próprio ego.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A trama segue Uxbal (Javier Bardem), pai de dois filhos e portador de câncer terminal, o personagem trabalha como intermediador em negócios relacionados com mão-de-obra escrava, além de possuir poderes mediúnicos. Há de criticar-se uma série de escolhas de Iñárritu e da dupla de roteiristas; a trama paralela sobre o casal gay chinês nada faz pela narrativa e mesmo a figura do irmão de Uxbal é mal-explorada. Mas talvez tudo isto não seja tão ruim, a verdade é que Bardem rouba a cena a projeção inteira construindo seu personagem de forma exemplar, desde seus trejeitos e timbre de voz até à deteriorização física do mesmo. Iñárritu preza por uma montagem mais amarrada nesta projeção, rimando ínicio e fim; fato que ganha força quando o mesmo diálogo é mostrado ao término do filme, porém tendo outro significado quando a cena é vista e a história contada. Repleto de simbologias, “Biutiful” nada mais é do que a elevação do sujo e do feio ao grau de “bonito”; talvez da mesma forma que as almas enxergadas por Uxbal deviam desprender-se deste mundo para ir em paz, nós também devêssemos fugir da estética do belo e perceber que o triste é essencialmente bonito. E é mesmo.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21241786269</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21241786269</guid><pubDate>Mon, 16 Apr 2012 23:22:21 -0300</pubDate><category>biutiful</category><category>2010</category><category>Alejandro González Iñárritu</category></item><item><title>Babel (Babel) - 2006 - ★★★☆☆
Dirigido por Alejandro González...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m2hnxzVF6x1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Babel (Babel) - 2006 - ★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Alejandro González Iñárritu. Com Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, Mohamed Akhzam e Harriet Walter.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Terceiro e último filme da série criada por Iñárritu para entrelaçar histórias distintas por um evento em comum, “Babel” é também o mais fraco deles. Se “Amores Brutos” é intimista ao contar os meandros da Cidade do México e “21 Gramas” é uma sofisticação do primeiro; “Babel” é preciosista ao contar histórias que passam-se nos EUA, México, Marrocos e Japão. A organicidade da trama é comprometida, nunca sabemos, por exemplo, porque os personagens de Blanchett e Pitt estão no Marrocos sem os filhos, nem acreditamos que seja tão difícil assim para a babá das crianças encontrar alguém para cuidar delas por apenas um dia. Além disso, a trama da personagem surda-muda japonesa (a mais interessante delas) é prejudicada por ser colocada em segundo plano; além de que a justificativa para sua participação no evento principal não seja nem um pouco orgânica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se as montagens dos dois primeiros filmes do diretor, em especial “21 Gramas”, experimentavam novas formas de linguagem; a de “Babel” é extremamente comum, longe do caráter experimental da carreira de Iñárritu. E mesmo assim, o filme é preponte, Iñárritu entrega-se ao pedantismo quando ao invés de explorar as peculiaridades culturais mexicanas, marroquinas e japonesas, nos dá uma visão estereotipadamente americana dos fatos. O narcisismo do diretor dá uma mão pesada ao filme, a crueza que teve ao filmar “Amores Brutos” faz falta à uma produção que é dominada por um caráter épico que não tem; “Babel” deveria ser sobre histórias pessoais, e não sobre o mundo. &lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21105773184</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/21105773184</guid><pubDate>Sat, 14 Apr 2012 18:34:47 -0300</pubDate><category>Alejandro González Iñárritu</category><category>2006</category><category>babel</category></item><item><title>21 Gramas (21 Grams) - 2003 - ★★★★★
Dirigido por Alejandro...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m2acdw6n341rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;21 Gramas (21 Grams) - 2003 - &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Alejandro González Iñárritu. Com Sean Penn, Benicio Del Toro, Naomi Watts, Danny Huston, Charlotte Gainsbourg e Melissa Leo.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo filme de uma série de três longas dirigidos por Iñárritu com temáticas similares, “21 Gramas” é uma sofisticação de seu antecessor “Amores Brutos”. A premissa do roteiro é a mesma; um acidente de automóvel que une três núcleos familiares diferentes em uma mesma situação. Se a primeira produção dividia a projeção em capítulos, a segunda tem um trabalho de montagem distinto; o filme não tem uma temporalidade linear e mixa as distintas histórias frequentemente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Duas coisas movem “21 Gramas”; a necessidade da vingança e a culpa. Levados por esse sentimentos, os personagens de Naomi Watts, Sean Penn e Del Toro são criados pelos atores de forma magistral. Naomi, na melhor atuação da carreira, convence com sua expressão de angústia e tristeza, ainda mais quando sua personagem alia a esses sentimentos o ódio e a vingança. Já Del Toro dá tanta crueza a sentimentos tão fortes que  por vezes esquecemos que há ali um astro de Hollywood; enquanto isso, as realistas transformações físicas e psicológicas de Sean Penn nos mostram porque ele é o melhor ator de sua geração. A narrativa soturna de Iñárritu criada pelo uso da câmera na mão e de uma fotografia granulada retirou toda e qualquer dúvida sobre o talento do diretor e sobre seu futuro em Hollywood.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20866150938</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20866150938</guid><pubDate>Tue, 10 Apr 2012 19:41:55 -0300</pubDate><category>Alejandro González Iñárritu</category><category>21 Grams</category><category>21 Gramas</category><category>2003</category></item><item><title>Amores Brutos (Amores Perros) - 2000 - ★★★★★
Dirigido por...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m26w05UWus1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Amores Brutos (Amores Perros) - 2000 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Alejandro Gonzalez Iñárritu. Com Gael García Bernal, Emilio Echevarría, Goya Toledo, Vanessa Bauche, Marco Pérez e Álvaro Guerrero.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Primeiro longa-metragem de Iñárritu e primeira parte de uma trilogia completada por “21 Gramas” e “Babel”, “Amores Brutos” projetou a carreira do ator Gael García Bernal mundialmente e deu reconhecimento ao talento do diretor mexicano. Produzido com um orçamento de dois milhões de dólares, o mote do filme é contar três histórias diferentes a partir de algumas coisas em comum: um acidente de carro, cachorros e problemas de relacionamento. O principal trunfo do longa é criar personagens igualmente bem-construídos, de forma que as três histórias sejam interessantes (ainda que a segunda deixe a desejar em relação às outras duas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contando um pouco sobre como é viver na Cidade do México, Iñarritu aposta por muitas vezes na câmera-na-mão e em planos próximos, demonstrando a emoção dos personagens de forma crua. Mas é claro que nada funcionaria se Gael García Bernal e Emilio Echevarría não se destacassem tanto, e se a carreira do primeiro deslanchou, a do segundo não teve a mesma sorte. Há de destacar-se também a montagem do filme, sempre trazendo elementos das histórias paralelas em momentos importantes, de forma que a trama se complemente ao invés de parecer apenas uma união de três curtas. Levando a miséria da condição humana ao extremo, “Amores Brutos” é um filme sobre perda, sobre o desespero; e não há como não sair da projeção um pouco mais angustiado.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20801381397</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20801381397</guid><pubDate>Mon, 09 Apr 2012 18:58:20 -0300</pubDate><category>amores perros</category><category>amores brutos</category><category>2000</category><category>Alejandro Gonzalez Iñárritu</category></item><item><title>Os Muppets (The Muppets) - 2011 - ★★★★☆
Dirigido por James...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m26bgh4Kqm1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os Muppets (The Muppets) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por James Bobin. Com Jason Segel, Amy Adams, Chris Cooper e Rashida Jones.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seguindo a onda nostálgica de 2011, “Os Muppets” recorda uma das franquias de maior sucesso da história da indústria, dentro e fora dos EUA. Já longe das telonas há algum tempo, era responsabilidade de Jason Segel escrever um roteiro que respeitasse a tradição dos filmes da trupe, mas que também modernizasse a trama e conquistasse novos fãs. Neste sentido, ter escolhido um verdadeiro fã d’Os Muppets para escrever a história não poderia ter sido um acerto maior; o roteiro que trata da decadência dos bonecos e da idolatria do personagem principal, Walter, pelos mesmos cabe perfeitamente à conjuntura dos personagens na atualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas se a história é modernizada, não pense que não vá encontrar tudo aquilo que fez d’Os Muppets um sucesso. A primeira coisa a se observar é que as referências ao primeiro filme “Muppets - O Filme”, de 1979, são frequentes; a &lt;em&gt;road trip&lt;/em&gt; inicial é uma clara alusão ao longa mais antigo. Vê-se também as infinitas participações especiais de atores, cantores e celebridades, de Jack Black a Selena Gomez, as auto-referências ao fato de estar sendo feito um filme, a comédia do absurdo como o “viajar pelo mapa” e números musicais belíssimos. “Os Muppets” é uma comédia ingênua divertidíssima, e se funciona como filme, funciona mais ainda para homenagear e ressuscitar uma tradicional franquia que realmente fazia falta.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20725684735</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20725684735</guid><pubDate>Sun, 08 Apr 2012 15:31:25 -0300</pubDate><category>os muppets</category><category>the muppets</category><category>2011</category><category>james bobin</category></item><item><title>Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo) - 2011 - ★★★★☆
Dirigido...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m22zybkxpu1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Compramos um Zoológico (We Bought a Zoo) - 2011 - &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Cameron Crowe. Com Matt Damon, Scarlett Johansson, Elle Fanning, Colin Ford e Maggie Elizabeth Jones.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É difícil que algo que Cameron Crowe faça não seja ao menos interessante. Queridinho  da juventude cinéfila ao menos desde “Quase Famosos”, a ligação de Crowe com a música e a cultura pop geram diversas referências durantes seus trabalhos, porém em “Compramos um Zoológico” o diretor está mais contido. É claro que vez ou outra ouvimos o nome de Bob Dylan ou vemos um pôster de Neil Young na parede; mas o foco aqui é família e superação. Baseado em uma história real, o roteiro trata da história de Benjamin Mee (Matt Damon) que, recém-viúvo e pai de dois filhos, pede demissão do emprego e compra um zoológico abandonado com a intenção de revitalizá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Crowe é um diretor-roteirista, a construção de seus personagens é sempre exemplar; mesmo visualmente. Assim, o primeiro ato é instigante; já o segundo, quando parece se arrastar um pouco mais do que deveria, nos brinda com uma das cenas do ano: o monólogo de Benjamin seguido da discussão com o filho. O filme parece por vezes brincar de flertar com o melodramático; mas as atuações despojadas e a leveza com que a trama, no fundo pesada, é levada são reflexo das qualidades que fazem de Crowe um diretor competente. Veja, por exemplo, como o tigre Spar é uma metáfora para uma nostalgia melancólica do personagem principal; só quando Benjamin deixa o fantasma da falecida mulher (e isso não significa esquecê-la) é que pode seguir em frente, dar-se melhor com o filho e relacionar-se outra vez. Emocionante na medida certa, “Compramos um Zoológico” é um conto sobre arriscar-se, sobre superar-se; melhor e mais funcional do que todos os livros de auto-ajuda espalhados por aí.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20617718052</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20617718052</guid><pubDate>Fri, 06 Apr 2012 20:30:10 -0300</pubDate><category>compramos um zoológico</category><category>we bought a zoo</category><category>2011</category><category>cameron crowe</category></item><item><title>Jovens Adultos (Young Adult) - 2011 - ★★★☆☆
Dirigido por Jason...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m20y1swPHS1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jovens Adultos (Young Adult) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Jason Reitman. Com Charlize Teron, Patrick Wilson, Patton Oswalt, Elizabeth Reaser e Collette Wolfe.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Jason Reitman tornou-se queridinho da crítica e público com os ainda crus “Obrigado por Fumar” e “Juno”; e o mais maduro “Amor Sem Escalas”. Porém, “Jovens Adultos” é um passo para trás; não que o filme seja ruim, mas tem mais problemas do que o último trabalho do diretor. Falta originalidade ao roteiro de Diablo Cody, a trama é muito batida; a ex-garota popular do colégio que chega ao auge na cidade grande e depois, quando tudo dá errado, volta a visitar sua cidade e encontra antigos conhecidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o longa possui esse problema de roteiro, por outro lado a direção de Reitman oferece rimas visuais belíssimas (perceba o pós-sexo da personagem de Charlize), o diretor abusa dos planos e contra-planos e câmeras fixas na cenas mais solitárias; já nas cenas mais cheias, os movimentos de câmera são mais ousados. Se Charlize cria uma personagem interessante, não podemos dizer o mesmo de Patrick Wilson, divindo-se entre o papel de marido e pai exemplar e de alguém ainda nostálgico pelo passado; a falta de expressão do ator é decepcionante. Se a trama não é original, a conclusão, ao menos, é funcional; é importante voltar às origens para perceber que o auge sempre está por vir e não na nostalgia que o passado já quase esquecido pinta com cores mais belas do que as da realidade.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20544691851</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20544691851</guid><pubDate>Thu, 05 Apr 2012 17:53:00 -0300</pubDate><category>young adult</category><category>jovens adultos</category><category>2011</category><category>jason reitman</category></item><item><title>Albert Nobbs (Albert Nobbs) - 2011 - ★★☆☆☆
Dirigido por Rodrigo...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1yxin6Xrq1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Albert Nobbs (Albert Nobbs) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Rodrigo García. Com Glenn Close, Janet McTeer, Mia Wasikowska, Aaron Johnson e Pauline Collins.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Albert Nobbs” é um daqueles filmes que é difícil escrever sobre, primeiro por não conhecer o trabalho do diretor, mas principalmente porque é um filme que não transmite nenhuma sensação. “Albert Nobbs” não é péssimo, tem boas atuações, uma maquiagem bem-feita, mas não vai além disso. A trama é insossa, não parece caminhar para a frente e o terceiro ato possui um final artificial e melodramático. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agraciadas com indicações para o Oscar de Melhor Atriz e Atriz Coadjuvante, Gleen Close e Janet McTeer realmente executam bons trabalhos. Glenn Close no papel principal tem de dar vida ao personagem-título, uma mulher que vestiu-se sempre de homem para trabalhar como garçom em uma casa da alta classe britânica. Ao contrário do Diadorim de Guimarães Rosa, Albert Nobbs não precisa demonstrar virilidade em batalha, pelo contrário, a delicadeza do garçom é parte de sua personalidade. Além disso, Albert ainda procura uma mulher para casar-se sem pensar no choque da lua-de-mel, a situação soa forçada. Se por um lado o trabalho das atrizes convence, por outro, o roteiro é levado de uma maneira muito formal de forma que a projeção incomoda o espectador. Ao menos o clímax corresponde à expectativa criada durante todo o longa: um saco.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20476992907</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20476992907</guid><pubDate>Wed, 04 Apr 2012 15:47:10 -0300</pubDate><category>albert nobbs</category><category>2011</category><category>rodrigo garcia</category></item><item><title>Deus da Carnificina (Carnage) - 2011 - ★★★★☆
Dirigido por Roman...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m1xm5r0Fdr1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Deus da Carnificina (Carnage) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Roman Polanski. Com Jodie Foster, Kate Winslet, John C. Reilly e Christoph Waltz.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Carnage” estrou em dezembro nos EUA e em Março no país de nossos &lt;em&gt;hermanos&lt;/em&gt; argentinos. Por aqui só poderemos ir ao cinema vê-lo em 29 de junho - além de haver a grande possibilidade de ser cancelada a estréia e ser lançado somente em dvd -, deixando a clara a falta de inteligência do exibidor brasileiro; que abre caminho para métodos “alternativos” de se assistir o filme. Inspirado na peça “Carnage” de Yasmina Reza, o novo filme de Polanski remete ao teatro; é basicamente composto de um cenário e os diálogos são presentes e fortes durante toda a projeção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A grande referência que “Carnage” faz é a “Quem tem Medo de Virginia Woolf?”, de Mike Nichols, a desestruturação familiar que Polanski mostra no decorrer do longa à base de diálogos ácidos compartilha a premissa do filme de 1966. Se Elizabeth Taylor foi consagrada pelo último, Jodie Foster mostra mais uma vez que é uma das melhores atrizes de Hollywood, com obras-primas como “Silêncio dos Inocentes” e “Contato” no currículo. Christoph Waltz e Kate Winslet não desviam-se do nível de atuações que têm mantido em seus últimos projetos; já John C. Reilly é o ponto fraco do quarteto - nunca convencendo na composição do personagem. Eficaz ao dissecar as contradições da família norte-americana, Polanski mostra estar entre os mais regulares dos “incansáveis” de Hollywood; não merecendo o descaso que sofre pelos exibidores brasileiros.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20443132109</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20443132109</guid><pubDate>Tue, 03 Apr 2012 22:44:15 -0300</pubDate><category>carnage</category><category>deus da carnificina</category><category>roman polanski</category><category>2011</category></item><item><title>Um Lugar Qualquer (Somewhere) - 2010 - ★★★★☆
Dirigido por Sofia...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1twuu1yiV1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Um Lugar Qualquer (Somewhere) - 2010 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Sofia Coppola. Com Stephen Dorff, Elle Fanning e Chris Pontius.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de experimentar o sucesso de crítica e público realizando “Encontros e Desencontros”, Sofia enxergou o lado contrário com “Maria Antonieta”, demorando mais de quatro anos para lançar outro filme, “Um Lugar Qualquer”. Sofia Coppola possui uma maneria de fazer Cinema que é facilmente identificável; a fotografia, as cores e a posição de câmera são coisas que gritam “Sofia” aos quatro ventos; e “Um Lugar Qualquer” não foge da regra.  A trama pode ser resumida em poucas palavras: Johnny Marco (Stephen Dorff) é um ator de Hollywood e pai ausente que passa a conviver mais com a filha (Elle Fanning).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Johnny vive em um hotel, relaciona-se com diversas mulheres e dirige uma Ferrari. Mas ainda assim parece perdido, as pessoas de sua vida são distantes, é ausente para a filha, o irmão aparece por vez ou outra, só ouve de sua mãe quando lhe pedem para escrever no livro dela. O que Sofia Coppola faz aqui é mostrar as máscaras que Johnny, e todos nós, decidimos usar; quando deixamos de fazer ou não sabemos o que queremos e quando não fazemos o que devemos. Mas os méritos de “Um Lugar Qualquer” não resumem-se à história propriamente dita, a mixagem de som (principalmente no primeiro ato) preza por dar ênfase a pequenos sons, cada tragada de cigarro é de um volume incômodo, em contraposição à falta de diálogos durante o longa. A química da dupla Dorff-Fanning é contagiante e o terceiro ato é extremamente sensível; a conclusão é de que só o contato com a filha poderia fazer Johnny deixar suas máscaras na estrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P.S.: Um belo clipe da música “I’ll Try Anything Once” do The Strokes mixado com cenas do filme pode ser visto &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=47xd5FVJAWk"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20366922252</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20366922252</guid><pubDate>Mon, 02 Apr 2012 18:17:00 -0300</pubDate><category>sofia coppola</category><category>2010</category><category>um lugar qualquer</category><category>somewhere</category></item><item><title>Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call) - 2011...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1tmslqDIT1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call) - 2011 -★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por J.C. Chandor. Com Stanley Tucci, Kevin Spacey, Demi Moore, Paul Bettany, Zachary Quinto e Jeremy Irons.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que esperar do galático (mas não tanto) elenco de “Margin Call - O Dia Antes do Fim”? Se olharmos para as últimas escolhas de de atores talentosos como Tucci e Spacey, e dos não tão talentosos Bettany e Moore, a quantidade de bombas encontradas conseguem explodir Hollywood umas cem vezes. O filme de J.C. Chandor, felizmente, não entra nesta categoria; o primeiro longa do diretor é competente. Porém, não é bom o suficiente pra revitalizar a carreira de atores que já participaram de “Beleza Americana” e “Desconstruindo Harry”, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de ter como tema a crise financeira americana de 2008, não é pretensão do filme explicar a crise; afinal, talvez para os americanos seja muito mais fácil entendê-la. O grande mérito de “Margin Call - O Dia Antes do Fim” é tratar de um tema importante e não pretender-se imparcial demais; a força dos diálogos talvez seja o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Original. A trama que se passa em uma empresa durante uma madrugada, após explicar de forma básica e direta a situação dessa, transforma-se em um estudo de personagens. A narrativa funciona de forma orgânica, porém os personagens transformam-se em uma série de clichês empresariais, desde o estagiário ao funcionário demitido (porém ético) e até ao presidente sem-vergonha. E quem disse que não é mesmo assim? &lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20311640117</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20311640117</guid><pubDate>Sun, 01 Apr 2012 19:07:00 -0300</pubDate><category>margin call</category><category>o dia antes do fim</category><category>j. c. chandor</category><category>2011</category></item><item><title>Rango (Rango) - 2011 - ★★★★☆
Dirigido por Gore Verbinski. Com...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m1m2iesvWs1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rango (Rango) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Gore Verbinski. Com vozes de Johnny Depp, Isla Fisher, Abigail Breslin, Ned Beatty e Alfred Molina.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gore Verbinski é um diretor estranho; tem no currículo filmes como os regulares “O Ratinho Encrenqueiro” e ” O Chamado”, além da série “Piratas do Caribe” (que só gosto do primeiro). Com uma carreira já tão diversificada, Verbinski resolveu então realizar uma animação, ou melhor, um&lt;em&gt; western&lt;/em&gt; animado. A trama é sobre um camaleão doméstico, Rango (com voz de Depp), que ao cair de seu terrário para a estrada acaba indo parar em uma cidade &lt;em&gt;à la oeste americano&lt;/em&gt; que sofre pela falta de água. As situações são tipicamente &lt;em&gt;westernianas&lt;/em&gt;; o saloon, as roupas, os duelos e até a trilha sonora que remete a Enio Morricone.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A verdade é que poderia-se escrever parágrafos e parágrafos sobre como “Rango” é  uma homenagem, e ao mesmo tempo uma subversão, ao western; veja, por exemplo, a luz dura que valoriza a fotografia desértica. Mas o que faz “Rango” bom não é só isso; os personagens são o ponto forte. Desde o prefeito que é um John Huston de &lt;em&gt;Chinatown&lt;/em&gt; a Rango que com sua pretensão de ser artista acaba se fingindo o herói da cidade (em um momento &lt;em&gt;à la pica-pau&lt;/em&gt;). Em um ano que a Pixar fraquejou com “Carros 2”, é bom descobrir outra alternativa além da irregular Dreamworks para animações de qualidade, ponto positivo para a IL&amp;M, de George Lucas, e para a Paramount.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20074633125</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20074633125</guid><pubDate>Wed, 28 Mar 2012 17:06:11 -0300</pubDate><category>rango</category><category>2011</category><category>gore verbinski</category></item><item><title>Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn) - 2011...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m1k749m9DO1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn) - 2011 -&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;☆&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Simon Curtis. Com Michelle Williams, Eddie Redmayne, Julia Ormond, Kenneth Branagh, Emma Watson, Geraldine Somerville e Judi Dench.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Marilyn Monroe é uma das figuras mais marcantes da história do Cinema; é difícil encontrar alguém que nunca tenha ao menos ouvido falar da musa. Se durante a vida Marilyn era vista como a pessoa mais famosa do planeta, hoje, é uma das figuras do Cinema que mais permea o imaginário popular (ainda mais o masculino). Nesse sentido, “Sete Dias com Marilyn” é mais um dos filmes da temporada que tem certo tom de nostalgia; dessa vez não pelo modo de fazer ou ir ao Cinema, mas por uma estrela extinta precocemente. A história inspirada nos livros de Colin Clark é real e passa-se durante as filmagens de “O Príncipe Encantado” (1957) na Inglaterra; Marilyn já estava no terceiro casamento, viciada em remédios e morreria em cerca de cinco anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É interessante como Michelle Williams tenta construir a personagem Marilyn Monroe, o primeiro problema é a diferença física - nada que os enchimentos das roupas não tenham cuidado bem. A decisão de trabalhar mais a Marilyn pessoal e menos a Marilyn pública me parece um acerto, vemos como a certeza e confiança em sua beleza é diretamente proporcional à falta de confiança que tem em seu talento como atriz, ainda mais quando encontra alguém que despreza o &lt;em&gt;método&lt;/em&gt;, como Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh). É claro que é difícil identificar a verdadeira Marilyn Monroe em Michelle Williams, e assim seria com qualquer outra atriz no papel, porém, no momento em que a personagem encosta na parede, levanta um dos joelhos e sorri… não há como não enxergar Marilyn; e melhor, não há como não se apaixonar por ela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P.S.: Para saber um pouco mais sobre o &lt;em&gt;método&lt;/em&gt;, leiam sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lee_Strasberg"&gt;Lee Strasberg&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20019803288</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/20019803288</guid><pubDate>Tue, 27 Mar 2012 16:50:00 -0300</pubDate><category>2011</category><category>simon curtis</category><category>Sete Dias com Marilyn</category><category>My Week With Marilyn</category></item><item><title>Melancolia (Melancholia) - 2011 - ★★★★★
Dirigido por Lars Von...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m1iqxm0Nzr1rr4gr1o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Melancolia (Melancholia) - 2011 - &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;★&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Dirigido por Lars Von Trier. Com Kirsten Dunst, Kiefer Sutherland, Charlotte Gainsbourg, Charlotte Rampling, Alexander Skarsgard e John Hurt.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lars Von Trier chamou atenção no Festival de Cannes de 2011 ao fazer piadas nazistas e se tornou &lt;em&gt;persona non grata&lt;/em&gt; no festival. Melhor seria se tivesse chamado atenção pelo seu novo filme; o melhor do ano, “Melancolia” é um estudo de personagem acompanhado do som de Wagner; é poesia pura. Melancolia, no filme, não resume-se a um estado de espírito comum à raça humana; é também o nome de um planeta que pode ou não colidir-se com a Terra. Lars Von Trier é um depressivo pessimista. Assim, não é de se surpreender que “Melancolia” não seja só um filme sobre o fim do mundo, mas também sobre as relações humanas, desintegração familiar e, é claro, uma ode ao sofrimento. O longa é divido em duas partes: a primeira foca no casamento de Justine (Dunst -  vencedora de Cannes), a segunda no fracasso deste e nas reações de Claire (Gainsbourg). &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira parte lida com a desintegração de uma lógica familiar desfuncional, um aparente noivado feliz é desconstruído quando vemos que os pais de Justine possuem uma relação conflituosa; a mãe é amargurada e triste, o pai não podia importar-se menos - e assim via-se o surgimento de mais um casamento infeliz. Porém, se o desconforto causado pela câmera na mão de Von Trier na primeira parte é funcional para a lógica da desintegração, é na segunda parte - e em suas rimas visuais - que conhecemos verdadeiramente as personagens. Após o fim do noivado, enquanto John (Kiefer Sutherland) - cientista - passa a certeza de que o planeta não irá colidir com a Terra, Clarie alimenta a dúvida e o medo da colisão, e Justine - fatalista - &lt;em&gt;sabe das coisas&lt;/em&gt;; sabe que a colisão acontecerá e não enxerga muito problema (&lt;em&gt;“A Terra é má, não precisamos sentir dó dela”&lt;/em&gt;). A verdade é que nem por um momento pensamos em duvidar da colisão dos planetas - não só porque esta é mostrada no início - mas também porque Justine enxerga o que os outros fraquejam em perceber: a vida é melancólica.&lt;/p&gt;</description><link>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/19984314168</link><guid>http://cinemaparapreguicosos.tumblr.com/post/19984314168</guid><pubDate>Mon, 26 Mar 2012 22:02:00 -0300</pubDate><category>melancolia</category><category>melancholia</category><category>lars von trier</category><category>2011</category></item></channel></rss>
